Pantanal – Navegando em busca da Onça Pintada

Alguns sonham a vida inteira em ver uma onça-pintada livre na natureza, e poucos têm esse privilégio. No Pantanal, onde ela é rainha absoluta, esse encontro é mais possível do que em qualquer outro lugar do planeta. Foi atrás dessa experiência única que nossa diretora, Denise Santiago, embarcou e relata: “De repente, ela está ali, às margens do rio. A onça-pintada surge sem pressa e o barco inteiro fica em êxtase. É impossível não se sentir pequeno diante de uma natureza tão grandiosa. No fim do dia, navegar de volta sob as cores do pôr do sol, completam um momento que dificilmente será esquecido”.

A embarcação segue rio abaixo entre safáris fluviais ao amanhecer e ao entardecer, com encontros possíveis com lontras, capivaras, jacarés, onças-pintadas e muitos pássaros em seu habitat natural. Reservas naturais como Acurizal, na Serra do Amolar dão o tom especial com trilhas em busca do raro macaco zogue-zogue, e o Rio Paraguai Mirim oferece um mergulho surpreendente em águas cristalinas em meio à paisagem selvagem.


O território das onças-pintadas

No coração do Pantanal Norte, Porto Jofre é um dos lugares mais privilegiados do mundo para observar a onça-pintada em seu habitat natural. Às margens dos rios Cuiabá e Piquiri, a busca acontece a bordo de pequenas embarcações, navegando silenciosamente por canais e corixos onde a vida selvagem se revela.

É um destino especialmente procurado por fotógrafos de natureza, que encontram ali condições excepcionais para registrar a espécie em diferentes momentos do dia. A cada saída, o olhar permanece atento às margens, aos movimentos na vegetação e às pegadas deixadas na areia. E quando a onça finalmente aparece, todo o silêncio se transforma em emoção.


Serra do Amolar: no coração do Pantanal, um destino extraordinário 

Foto: André Dib

Se Porto Jofre é território das onças, a Serra do Amolar revela uma outra face do Pantanal mais remota, silenciosa e surpreendente. Uma cadeia de montanhas rompe a imensa planície pantaneira e cria uma paisagem singular, onde rios, baías, florestas, morrarias e áreas alagáveis convivem em uma das regiões mais extraordinárias do bioma.

É justamente por sua localização remota e pela riqueza natural que a Serra do Amolar proporciona uma experiência mais imersiva, com trilhas, navegação, observação da fauna e contato com comunidades tradicionais.

A Cia Eco tem um roteiro especial de 5 dias pela Serra do Amolar, com hospedagem na própria região e uma programação pensada para vivenciar esse território com calma e profundidade. Uma experiência para quem deseja ir além da contemplação e realmente entrar no ritmo do Pantanal.


Acurizal: conservação e natureza lado a lado

A Reserva Particular do Patrimônio Natural Acurizal é um dos lugares mais especiais da Serra do Amolar. Inserida em um grande complexo de áreas protegidas, a reserva faz parte de um projeto de conservação desenvolvido pelo Instituto Homem Pantaneiro, que alia proteção da biodiversidade, pesquisa, educação ambiental e turismo de natureza.

É também a base de uma experiência de ecoturismo pouco convencional, com hospedagem, trilhas, navegação, caiaque, observação de aves e outras atividades que permitem conhecer de perto uma das regiões mais preservadas do Pantanal.


Rio Paraguai-Mirim: águas cristalinas surpreendem no meio do Pantanal

Entre as experiências que mais fascinantes na Serra do Amolar está a navegação pelo Rio Paraguai-Mirim. Em meio à paisagem selvagem, suas águas podem revelar uma transparência inesperada, criando um cenário perfeito para a flutuação.

É uma daquelas vivências em que o Pantanal aparece de uma maneira completamente diferente: dentro d’água, cercado pelo silêncio da natureza e pela vegetação às margens. Em alguns trechos, os bancos de areia branca completam a paisagem e convidam a uma pausa para simplesmente contemplar.


Corumbá: a história que corre junto com o rio

Antes ou depois dessa imersão na natureza, Corumbá merece ser descoberta. Às margens do Rio Paraguai, a cidade guarda uma história marcada pela navegação, pelo comércio e pela ocupação da fronteira, além de um patrimônio arquitetônico que ajuda a contar a trajetória do Pantanal.

Entre os pontos de interesse está o Memorial do Homem Pantaneiro, instalado no Porto Geral, que preserva e apresenta costumes, tradições e modos de vida das populações pantaneiras.


Campo Grande: um último olhar sobre o Pantanal

A viagem pode começar ou terminar em Campo Grande, porta de entrada para o Mato Grosso do Sul. Para fechar o roteiro, uma visita ao Bioparque Pantanal aproxima o viajante da biodiversidade de uma forma diferente, reunindo educação ambiental, pesquisa, conservação e uma impressionante coleção de espécies aquáticas.

Assim, a viagem termina como começou: com a natureza no centro da experiência, mas agora vista por diferentes ângulos, entre rios, florestas, história e cultura.


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